O projeto europeu HelEx, coordenado por Nicolas Langlade, do instituto francês de investigação agrícola INRAE, está a desenvolver girassóis mais resistentes à seca. Reúne 17 parceiros, entre investigadores, empresas de sementes, empresas de biotecnologia e agricultores.
A equipa procurou populações de girassol selvagem em zonas áridas dos Estados Unidos, escolheu as mais tolerantes à seca e cruzou-as com variedades comerciais europeias, combinando o melhoramento tradicional com a edição genética. Também identificou genes ligados ao teor de proteína e ao néctar.
Segundo o projeto, cerca de 75% dos girassóis do mundo são cultivados na Europa continental, e as sementes têm cerca de 43% de óleo e 17% de proteína. Uma variedade pensada para os polinizadores produz seis vezes mais néctar e pólen do que as convencionais.
Os últimos ensaios de campo decorrem em França, na Alemanha, na Hungria, na Roménia e na Sérvia. Uma nova variedade está em processo de registo e deverá estar disponível em 2028.


