Um estudo coordenado por Fernando Barbosa Júnior, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, sugere que o selénio altera o caminho do mercúrio no organismo e atenua os seus efeitos tóxicos. O trabalho, publicado na Environment & Health, analisou 13 comunidades das bacias do Tapajós e do Amazonas, no Pará.
Foram recolhidas amostras de sangue e urina de 1089 adultos voluntários e a análise detalhada incidiu em 56. Níveis mais altos de selénio associaram-se a menos metilmercúrio a passar do sangue para o plasma e a maior eliminação de mercúrio inorgânico pela urina.
Nestas populações o mercúrio no sangue pode chegar a 12 vezes os limites da OMS, mas os efeitos tóxicos são menores do que o previsto. O mecanismo ainda não está confirmado.


