Investigadores da Unicamp e da USP mostraram que os macrófagos, células do sistema imunitário que combatem micróbios, mudam a forma como produzem energia logo nas primeiras horas após detetarem um agente patogénico, mais cedo do que se sabia.
A proteína HIF-1α funciona como um interruptor: numa primeira fase, as células passam a usar mais glicose para obter energia rápida, o que ajuda a combater as bactérias. Mais tarde, o óxido nítrico reduz a produção de energia nas mitocôndrias, numa segunda fase com outro mecanismo.
O estudo, publicado na revista Molecular Cell por Pedro Vieira (Unicamp) e Larissa Dias Cunha (FMRP-USP), sugere que atuar sobre o HIF-1α no momento certo poderá reforçar a resposta inicial contra infeções como a sépsis e as infeções pulmonares bacterianas.


