Uma equipa da Universidade Livre de Bruxelas liderada por Cédric Blanpain, com Benjamin Simons, da Universidade de Cambridge, filmou durante cinco meses as células estaminais da pele de ratinhos vivos. O estudo foi publicado na revista Nature.
Nas fêmeas, as células estaminais «irmãs» tendem a dividir-se ou a especializar-se ao mesmo tempo, num processo mais coordenado; nos machos, cada célula segue o seu próprio ritmo. As hormonas explicam a diferença: a testosterona define o ritmo de maturação nos machos e os estrogénios estimulam a divisão e a coordenação nas fêmeas. Num teste com pele humana cultivada em laboratório, a testosterona também acelerou a especialização das células.
As feridas das fêmeas fecharam mais depressa, sobretudo nos primeiros dias. Os autores acreditam que estes resultados podem ajudar a criar tratamentos adaptados ao sexo para queimaduras, recuperação de cirurgias e feridas crónicas de diabéticos.


