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Truta amarela cresce mais do que a comum e abre oportunidades à aquacultura no Brasil

Num ensaio do Instituto de Pesca de São Paulo, as trutas amarelas atingiram cerca de 300 gramas no peso de abate, contra 237 gramas das comuns.

Truta amarela cresce mais do que a comum e abre oportunidades à aquacultura no Brasil
Imagem ilustrativa · Foto: The New York Public Library / Unsplash

Investigadores do Instituto de Pesca de São Paulo, com apoio da FAPESP, compararam o crescimento de trutas-arco-íris de diferentes cores no centro de investigação em salmonicultura de Campos do Jordão. O estudo foi publicado na revista Aquaculture Reports.

Os peixes foram criados em tanques com a mesma temperatura, qualidade da água e alimentação. Nasceram cerca de 8200 alevins, divididos em quatro grupos de cor: branca, amarela, azul-cobalto e selvagem. Noventa peixes de cada grupo foram pesados aos 60, 120, 180 e 270 dias.

A truta selvagem cresceu mais depressa no início, mas aos seis meses as amarelas já pesavam em média 123 gramas, contra 119 das selvagens, e a diferença foi aumentando. No peso de abate comercial, as amarelas chegaram a cerca de 300 gramas, contra 237 das selvagens e 145 das albinas.

O Brasil produz cerca de 1600 toneladas de truta por ano. Os investigadores veem potencial comercial para a aquacultura e para a pesca desportiva e estão também a trabalhar numa truta de carne alaranjada, obtida com ração especial, e em melhorar o valor nutricional da espécie.

Fonte originalAgência FAPESP — ler a notícia completa

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