Investigadores do Instituto de Pesca de São Paulo, com apoio da FAPESP, compararam o crescimento de trutas-arco-íris de diferentes cores no centro de investigação em salmonicultura de Campos do Jordão. O estudo foi publicado na revista Aquaculture Reports.
Os peixes foram criados em tanques com a mesma temperatura, qualidade da água e alimentação. Nasceram cerca de 8200 alevins, divididos em quatro grupos de cor: branca, amarela, azul-cobalto e selvagem. Noventa peixes de cada grupo foram pesados aos 60, 120, 180 e 270 dias.
A truta selvagem cresceu mais depressa no início, mas aos seis meses as amarelas já pesavam em média 123 gramas, contra 119 das selvagens, e a diferença foi aumentando. No peso de abate comercial, as amarelas chegaram a cerca de 300 gramas, contra 237 das selvagens e 145 das albinas.
O Brasil produz cerca de 1600 toneladas de truta por ano. Os investigadores veem potencial comercial para a aquacultura e para a pesca desportiva e estão também a trabalhar numa truta de carne alaranjada, obtida com ração especial, e em melhorar o valor nutricional da espécie.


