Luxemburgo · Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026 Só boas notícias · Todos os dias

Selénio ajuda o corpo a lidar com o mercúrio em comunidades ribeirinhas da Amazónia, revela estudo da USP

Em 13 comunidades do Pará, o mercúrio no sangue chega a 12 vezes o limite da OMS, mas os efeitos tóxicos são menores do que o esperado.

Selénio ajuda o corpo a lidar com o mercúrio em comunidades ribeirinhas da Amazónia, revela estudo da USP
Imagem ilustrativa · Foto: Anthony Bringas / Unsplash

Um estudo coordenado por Fernando Barbosa Júnior, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, sugere que o selénio altera o caminho do mercúrio no organismo e atenua os seus efeitos tóxicos. O trabalho, publicado na Environment & Health, analisou 13 comunidades das bacias do Tapajós e do Amazonas, no Pará.

Foram recolhidas amostras de sangue e urina de 1089 adultos voluntários e a análise detalhada incidiu em 56. Níveis mais altos de selénio associaram-se a menos metilmercúrio a passar do sangue para o plasma e a maior eliminação de mercúrio inorgânico pela urina.

Nestas populações o mercúrio no sangue pode chegar a 12 vezes os limites da OMS, mas os efeitos tóxicos são menores do que o previsto. O mecanismo ainda não está confirmado.

Fonte originalAgência FAPESP — ler a notícia completa

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