O Instituto Fraunhofer de Investigação em Computação Gráfica (IGD), em Darmstadt, está a desenvolver um sistema de inteligência artificial capaz de detetar a osteoporose e a sua fase precursora, a osteopenia, antes de ocorrerem fraturas. O projeto, chamado BMDNow, conta com a Universidade Goethe de Frankfurt e uma empresa de informática como parceiros.
O software aproveita TAC de rotina já realizadas, por exemplo ao coração ou aos pulmões, pelo que os doentes não precisam de fazer exames extra. Uma rede neuronal identifica a zona esponjosa das vértebras e o modelo analisa componentes como gordura e cálcio, produzindo um mapa 3D a cores da densidade óssea.
Atualmente, o exame de referência só costuma ser pedido quando já há suspeita de perda óssea. «Corremos o nosso algoritmo nas imagens disponíveis e obtemos uma análise da densidade óssea praticamente como subproduto», explica o investigador Stefan Wesarg.
A equipa destaca a menor exposição dos doentes à radiação e o tempo poupado aos médicos. O objetivo é obter a aprovação como dispositivo médico dentro de um a dois anos.


