Uma enzima encontrada nas raízes da cana-de-açúcar aumentou em até seis vezes a libertação de açúcar do bagaço, quando adicionada a um cocktail comercial de enzimas. Os açúcares libertados servem depois para produzir etanol de segunda geração.
O trabalho é do Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas do Instituto de Biociências da USP, coordenado por Marcos Silveira Buckeridge, e saiu no Journal of Experimental Botany. Os cocktails comerciais atuais vêm sobretudo de fungos, e esta é a primeira molécula de origem vegetal com este efeito.
A equipa estudou mais de 32 mil genes ativos nas raízes e espera desenvolver um cocktail personalizado e totalmente vegetal. A pesquisa durou 17 anos.


