O calor e o frio fazem os materiais de construção dilatar e contrair, o que provoca fissuras e degradação. Investigadores das faculdades de Ciências (FCUP) e de Engenharia (FEUP) da Universidade do Porto estão a desenvolver argamassas para impressão 3D com uma expansão térmica praticamente nula.
A ideia é juntar à argamassa partículas que reduzem a dilatação, estudadas nos laboratórios do IFIMUP, para diminuir as tensões e as fissuras causadas pelos ciclos de aquecimento e arrefecimento. Na FEUP, a equipa estuda as condições de impressão e o comportamento das peças construídas por fabrico aditivo.
O projeto ReStruct 3D é coordenado por João Horta Belo, cofinanciado pelo FEDER através do COMPETE 2030, e termina em 2028 com a impressão de uma parede de cerca de 2 metros quadrados para testar os materiais à escala real. Os primeiros resultados valeram ao doutorando André Soares um prémio de jovem cientista na conferência EmergeMAT 2026.


