Uma equipa da Universidade Ben-Gurion do Negev, liderada por Aeid Igbaria, descobriu um interruptor molecular que decide se as células humanas sob stress ativam uma via de sobrevivência ou entram em morte programada. O estudo foi publicado na revista Redox Biology e divulgado a 24 de setembro.
Com stress ligeiro, duas proteínas, DNAJB12 e DNAJB14, mantêm-se unidas e ajudam a célula a eliminar proteínas que provocam a morte celular. Com stress intenso, o aumento de glutationa desfaz essas ligações, as duas proteínas são degradadas e a célula avança para a morte programada.
As células cancerosas usam muitas vezes esta via de sobrevivência para resistir à quimioterapia, por isso perturbá-la pode torná-las mais vulneráveis. A equipa observou a mesma cascata em modelos do coração após falta de oxigénio, o que sugere possíveis estratégias para proteger o músculo cardíaco depois de lesões causadas por falta de irrigação sanguínea.


