Uma equipa internacional liderada por Iva Tolić, do Instituto Ruđer Bošković, e por Nenad Pavin, da Faculdade de Ciências da Universidade de Zagreb, descobriu um princípio universal sobre o fuso mitótico, a estrutura que separa os cromossomas quando uma célula se divide. O trabalho foi publicado na revista Nature Cell Biology e anunciado a 14 de outubro.
Ao comparar 25 espécies muito afastadas na evolução, os cientistas viram que quanto mais material genético existe, mais larga fica a zona onde os cromossomas se arrumam antes da separação. O que conta é a quantidade total de ADN, não o número de cromossomas: os cromossomas apertados empurram e ajudam a abrir espaço. Um modelo físico previu este efeito e experiências em células vivas confirmaram-no.
A descoberta pode ajudar a perceber como o tamanho dos genomas muda ao longo da evolução e como as células cancerosas toleram alterações no ADN. É o resultado do projeto ANEUPLOIDY, financiado com 10 milhões de euros pelo Conselho Europeu de Investigação: a primeira bolsa Synergy atribuída a investigadores na Croácia, que gerou 41 publicações científicas em seis anos.


