Investigadores do MIT e do Whitehead Institute criaram o IRIS, um modelo de inteligência artificial que lê a atividade dos genes de uma célula e estima que vias de sinalização estiveram ativas em cada fase do desenvolvimento, mesmo em tipos de células que nunca viu. O trabalho foi publicado na revista Nature Methods.
O modelo foi treinado com dados de milhares de células estaminais embrionárias humanas expostas a dezenas de combinações de seis grandes vias de sinalização. Os investigadores descobriram que cada via deixa uma «impressão digital» de atividade genética que se repete em vários tipos de células.
Testado em células de embriões de ratinho, o IRIS previu quando e onde certas vias se ativaram em células destinadas ao coração, intestino, músculo e medula espinal. Previu também que ativar uma via específica favorece o desenvolvimento do pulmão, o que as experiências em embriões de ratinho confirmaram.
A equipa, liderada por Pulin Li, quer usar a ferramenta para orientar células estaminais na medicina regenerativa, melhorar organoides para testar medicamentos e estudar doenças pulmonares como a asma, o cancro do pulmão e a fibrose pulmonar.


