Os Parques Arqueológicos de Paestum e Velia, no sul de Itália, apresentaram a 12 de outubro «ELEA. Città da fondare» (Elea, cidade a fundar), um jogo sobre a fundação da cidade grega de Elea, no século VI a.C., por gregos de Foceia que fugiam ao avanço persa.
O jogo tem uma versão digital, incluindo uma edição online para o ensino secundário, e uma versão de tabuleiro. Em cinco rondas, cinco grupos sociais — sacerdotes, guerreiros, construtores, agricultores e mercadores — propõem, debatem e votam decisões sobre habitação, defesa, obras públicas, crescimento e forma de governo.
As escolhas seguem duas perspetivas inspiradas no pensamento de Parménides: uma favorece cada grupo, a outra pensa na cidade como um todo. Na versão digital, a aplicação faz de «Grammateus», o guia que explica o efeito das decisões, e no fim surgem imprevistos como crises e conflitos. É possível construir dezenas de cidades diferentes, todas historicamente plausíveis.
O jogo foi criado e coescrito por Annamaria Gimigliano, coproduzido com a empresa AMONG e desenvolvido com a Sociedade Filosófica Italiana, com fundos europeus do NextGenerationEU destinados a tornar os museus mais acessíveis. A diretora dos parques, Tiziana D’Angelo, vê nele uma forma diferente e envolvente de contar a história de Elea.


