Pessoas idosas fisicamente mais ativas têm maior volume cerebral total e em várias regiões ligadas à memória e ao raciocínio, conclui uma revisão sistemática da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no Brasil, com apoio da FAPESP, publicada no Journal of Aging and Physical Activity.
Os investigadores reuniram 19 estudos com 2684 participantes, com idade média de 70 anos. A atividade física foi medida com questionários ou acelerómetros e o volume do cérebro com ressonância magnética, em 76 estruturas e regiões.
Destacaram-se o hipocampo, ligado à memória, e a substância branca, que liga as diferentes regiões. Em alguns estudos, quem cumpria cerca de 150 minutos semanais de atividade, a recomendação da OMS, tinha um hipocampo 7% a 10% maior.
Como os estudos são observacionais, não provam que o exercício cause o efeito: pessoas com cérebro mais preservado também podem manter-se mais ativas. A equipa prepara agora uma revisão de estudos de intervenção para testar essa relação.


