Investigadores da Universidade de Tohoku, do Earth-Life Science Institute e do Institute of Science Tokyo simularam as condições do Marte primitivo, há cerca de 3,8 a 3,6 mil milhões de anos, quando o planeta poderá ter tido rios, lagos e talvez um oceano. O objetivo era perceber onde se terá depositado o formaldeído, uma molécula que, na água, pode originar açúcares e aminoácidos.
O vapor de água revelou-se o fator principal: a luz ultravioleta separava as moléculas de água e libertava hidrogénio que ajudava a formar formaldeído na atmosfera, e a chuva transportava-o depois até ao solo. As regiões mais húmidas terão, por isso, recebido mais desta substância.
Segundo o modelo, zonas montanhosas como Tharsis e Elysium terão recebido cerca de dez vezes a média global. O mapa compara estes pontos com os locais onde já aterraram robôs exploradores.
O estudo, publicado na The Planetary Science Journal, estima quanto formaldeído chegou à superfície no passado, e não quanto resta hoje. O primeiro autor, Shungo Koyama, considera que o trabalho poderá ajudar a escolher alvos promissores para futuras missões a Marte.


