Uma exposição gratuita, sensorial e interativa dedicada ao cantor e compositor Tom Zé está patente na Caixa Cultural São Paulo, na Praça da Sé, até 13 de dezembro. Intitulada «Tom Zé – 90 Anos do Inquieto Jardineiro de Sons», a mostra percorre a vida, as influências e as invenções do artista, nascido em Irará, na Bahia, a 11 de outubro de 1936.
O percurso inclui espaços sobre as suas influências musicais e literárias, a vitória em 1968 no 4.º Festival de Música Popular Brasileira com «São Paulo, Meu Amor», registos de espetáculos, um questionário sobre a sua carreira e os instrumentos que criou. Os visitantes podem tocar uma réplica do «buzinório», instrumento inventado por Tom Zé, e deixar-lhe mensagens. A curadora, Neuseli Martins, sublinha que a exposição é para ser vivida e não apenas vista.
O próprio Tom Zé visitou a mostra a 6 de outubro, dias antes de completar 90 anos, e disse ter-se sentido «criança de alegria». Figura-chave do Tropicalismo e membro da Academia Paulista de Letras desde 2022, o músico continua a criar e a gravar, faz exercícios orientais todas as manhãs e diz esperar chegar aos 100 anos.


