Uma equipa internacional liderada pelo CIBIO-BIOPOLIS, da Universidade do Porto, descobriu que os genes envolvidos na produção de melanina controlam a organização das estruturas microscópicas que criam a iridescência das penas, aqueles reflexos que mudam de cor conforme o ângulo.
Os investigadores analisaram oito variedades de cor do pavão-azul e identificaram oito genes ligados a mudanças na iridescência. Pequenas mutações alteram a forma, a composição ou a quantidade dos grânulos de melanina, e isso basta para passar de um verde-azulado metálico a uma plumagem bege ou cinzenta sem brilho. Em aves selvagens, como a rola-esmeralda e o pato-real, a atividade destes genes era muito diferente entre zonas iridescentes e não iridescentes.
O estudo, com Soraia Barbosa como primeira autora e Miguel Carneiro como investigador principal, fez a capa da revista PNAS. Ajuda a explicar como pequenas alterações no ADN geram a enorme diversidade de cores das aves.


