As três principais organizações não-governamentais dedicadas à proteção das tartarugas marinhas na ilha da Boa Vista registaram, até setembro, um total de 36 988 ninhos de tartaruga-comum (Caretta caretta). No mesmo período, foram libertadas no oceano 33 075 crias, numa altura em que a temporada de 2026 se aproxima do fim.
A Bios Cabo Verde, que atua na praia de João Barrosa, contabilizou 13 040 ninhos, transferiu 464 para um viveiro e registou o nascimento de 17 165 crias. A organização monitorizou ainda 3 399 tartarugas e efetuou 75 resgates, com a participação de 84 pessoas.
A Cabo Verde Natura 2000 registou 13 755 ninhos, libertou 9 548 crias com o apoio de 12 voluntários e foi a entidade com mais resgates, num total de 90. Já a Fundação Tartaruga contou 10 193 ninhos e 6 362 crias libertadas, com uma equipa de 47 trabalhadores e 58 tartarugas resgatadas.
Com o encerramento da época previsto para outubro, os trabalhos centram-se agora no acompanhamento dos últimos ninhos nos viveiros e na recolha dos dados científicos finais da temporada.


