Engenheiros da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), em Sydney, em parceria com a empresa UtmoLight, estabeleceram um recorde mundial de eficiência para submódulos solares de perovskite de grande área. A equipa é liderada pela professora Xiaojing Hao.
O submódulo mede 30 por 30 centímetros, com 676 cm² de área ativa, e atingiu uma eficiência estabilizada certificada de 23,5%, mais 0,6 pontos percentuais do que a marca anterior. A equipa conseguiu ainda dispensar uma camada de óxido de níquel normalmente usada, que pode reagir com a perovskite e acrescenta um passo ao fabrico.
A perovskite é um material promissor para painéis solares mais baratos e eficientes, mas os melhores resultados costumam vir de células de laboratório com cerca de 1 cm². Este recorde reduz a distância entre o laboratório e os módulos de tamanho real.
O próximo passo é produzir, dentro de alguns meses, um módulo completo de cerca de 2,8 m², com uma eficiência prevista de 18% a 19%. Os investigadores sublinham que ainda é preciso melhorar a estabilidade a longo prazo e a reprodutibilidade.

