Investigadores do Instituto Scripps de Oceanografia, da Universidade da Califórnia em San Diego, demonstraram que reproduzir debaixo de água os sons de um recife saudável pode ajudar a recuperar recifes de coral degradados. Os testes decorreram na baía de Kāneʻohe, no Havai, durante vários períodos de desova em 2023 e 2024.
A equipa gravou os sons de um recife vivo, com peixes, camarões e outros organismos, e emitiu-os por um altifalante subaquático, do pôr ao nascer do sol, durante duas semanas. À volta, colocou 37 estruturas artificiais. As que estavam mais perto do altifalante receberam mais larvas de coral, sobretudo as revestidas com uma «tinta de recife» com bactérias vivas.
Num segundo estudo, câmaras autónomas mostraram que o local com som atraiu entre 4 e 14 vezes mais larvas de peixes do que um local de controlo, mesmo quando os altifalantes trocaram de posição. Os peixes são importantes porque algumas espécies comem as algas que dificultam a fixação dos corais.
Os resultados foram publicados nas revistas Communications Biology e Scientific Reports e vão ser aplicados num recife híbrido de 50 metros previsto para a costa de Oʻahu, que combina engenharia e biologia para proteger o litoral.


