Um estudo liderado pelo Instituto Max Planck de Comportamento Animal, na Alemanha, com a Universidade de Swansea e 68 investigadores, é o maior trabalho alguma vez feito sobre quanto custa voar na natureza. Os resultados foram publicados na revista Science.
A equipa juntou 17 anos de dados de GPS e acelerómetros de 850 aves e morcegos de 38 espécies, além de quatro anos de dados de radar. No total, foram estudadas 50 espécies, desde cerca de 12 gramas até mais de 11 quilos.
Um condor-dos-andes e um cisne-trombeteiro pesam ambos cerca de 11 quilos, mas o custo de viagem do condor foi 79% menor: bate as asas em apenas 0,1% do tempo de voo, enquanto o cisne o faz em 99%. Sete espécies de abutres percorreram juntas mais de 4,3 milhões de quilómetros quase sem bater as asas.
O estudo mostra que a ordem clássica dos custos de deslocação, medida em laboratório, não se aplica na natureza. Os investigadores querem agora medir diretamente o gasto de energia, por exemplo pelo ritmo cardíaco, e estudar como as alterações climáticas podem mudar o voo e as migrações.


