Investigadores do Luxembourg Institute of Health (LIH) vão avançar com o BrainEXP, uma plataforma de inteligência artificial que procura obter, a partir de ressonâncias magnéticas comuns, informação sobre biomarcadores ligados à doença de Alzheimer. O projeto é liderado por Olivier Keunen e Magali Perquin, do grupo de imagiologia cerebral e neuroepidemiologia do instituto.
A aplicação principal, chamada BrainEXP-AD, foi concebida para estimar níveis de beta-amiloide, proteína tau e atividade metabólica do cérebro, dados que normalmente exigem uma tomografia por emissão de positrões (PET). Esta técnica precisa de infraestruturas especializadas e de marcadores radioativos, ao passo que a ressonância magnética é não invasiva, mais barata e muito mais disponível.
O Fundo Nacional de Investigação do Luxemburgo contribui com 372 437 euros, repartidos por duas fases de 12 meses, com arranque em outubro de 2026. O objetivo é transformar o protótipo atual num produto mínimo viável, preparar os requisitos regulamentares europeus e definir a estratégia de mercado, que poderá passar por licenciamento ou pela criação de uma empresa derivada do LIH.
Segundo o instituto, a ferramenta poderá ajudar no diagnóstico precoce, no acompanhamento de doentes e na seleção de participantes para ensaios clínicos, podendo mais tarde ser alargada a outras doenças neurológicas. “O BrainEXP pretende tornar mais acessível informação valiosa sobre a saúde do cérebro”, afirmou Olivier Keunen.


