Uma equipa liderada por Benoît Van den Eynde, diretor do Instituto de Duve da UCLouvain, com o seu grupo na Universidade de Oxford, descobriu um mecanismo pelo qual a quimioterapia, escolhida e programada com cuidado, reforça a resposta do organismo a uma vacina terapêutica contra o cancro.
Na investigação pré-clínica, feita com vacinas de vetor viral baseadas em antigénios tumorais identificados na UCLouvain, o benefício apareceu quando a quimioterapia e a vacina foram dadas no mesmo dia e desapareceu quando foram separadas por vários dias.
O estudo foi publicado na revista Cancer Cell e ainda tem de ser confirmado em ensaios clínicos. Os autores sugerem combinar quimioterapia, vacinação terapêutica e imunoterapia anti-PD-1, ajustando o momento de cada tratamento. A imunoterapia funciona hoje bem em 30 a 40% dos doentes com cancro.


