Investigadores da Universidade de Witwatersrand, do Serviço Nacional de Laboratórios de Saúde sul-africano e do Centro Médico Universitário de Utrecht estudaram uma nova estratégia para pessoas cuja carga viral de VIH aumenta enquanto tomam dolutegravir, um antirretroviral de uso corrente. O estudo ITREMA-2, publicado na revista The Lancet HIV, envolveu 288 pessoas em duas unidades públicas de Joanesburgo.
O método assenta num teste ao sangue que verifica se o medicamento está presente. Se não estiver, o aumento da carga viral deve-se provavelmente a doses esquecidas e o doente precisa de apoio à adesão ao tratamento; se estiver presente e o vírus continuar a multiplicar-se, é necessário um teste de resistência.
Desta forma, os médicos evitam fazer testes de resistência dispendiosos a todos os doentes, identificam mais cedo quem realmente precisa deles e direcionam melhor o aconselhamento. Os investigadores estimaram que os custos de monitorização laboratorial foram 23% inferiores aos da abordagem anterior.
O Ministério da Saúde sul-africano já adotou uma versão adaptada desta estratégia nos cuidados públicos de VIH.


