O Centro Médico Sheba, em Israel, anunciou a 21 de outubro o nascimento de um bebé graças a um transplante de tecido ovárico que esteve congelado durante mais de 23 anos. Segundo o hospital, será o tecido ovárico congelado durante mais tempo a dar origem a um nascimento.
A mãe, Kassandra, tinha 17 anos quando foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin. Em 2001, antes de um tratamento que podia afetar a fertilidade, parte do tecido ovárico foi retirado e congelado no Reino Unido. Em 2024, a equipa do professor Dror Meirow transplantou o tecido, a função dos ovários voltou meses depois e, após fertilização in vitro, o filho nasceu a 9 de setembro de 2026.
Desde 2010, o centro do Sheba fez 106 transplantes deste tipo, que resultaram em 41 nascimentos. Antes de cada transplante, o tecido é analisado para garantir que não tem células cancerosas, e os estudos de acompanhamento do hospital não encontraram recaídas entre as doentes.


