A endometriose afeta cerca de 10% das mulheres e o diagnóstico demora, em média, sete anos, exigindo muitas vezes cirurgia. Um estudo francês, publicado na revista BMC Medicine, aponta uma alternativa promissora: a análise do sangue menstrual.
A equipa, que reuniu o Inserm, o Instituto Pasteur, a Universidade Lyon 1 e o Centro Léon-Bérard, recolheu sangue menstrual de dez utilizadoras de copo menstrual com idades entre os 18 e os 45 anos, algumas com endometriose profunda e outras saudáveis. Os cientistas analisaram a expressão dos genes em cada tipo de célula.
Foram detetadas diferenças entre doentes e mulheres saudáveis, sobretudo nas células epiteliais, e cinco biomarcadores específicos da doença foram validados numa análise mais simples e barata do fluido menstrual completo.
Os autores sublinham que se trata de um estudo-piloto e que serão precisos grupos maiores antes de qualquer uso clínico. Foi já apresentado um pedido de patente pelo Instituto Pasteur, em conjunto com o Inserm, o CNRS e a Université Paris Cité.


