Investigadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no Brasil, testaram a inalação controlada de ar com menos oxigénio (hipóxia intermitente) em pessoas com doença de Parkinson, num estudo apoiado pela FAPESP e publicado na revista Parkinsonism & Related Disorders.
O ensaio, aleatorizado e com dupla ocultação, envolveu 30 voluntários: 15 com Parkinson e 15 saudáveis. Numa sessão de 39 minutos, respiraram quatro vezes, durante 6 minutos, ar com 10% de oxigénio, equivalente a cerca de 5800 metros de altitude, com pausas em ar normal.
Nos doentes, a adiponectina, uma hormona anti-inflamatória, aumentou e manteve-se elevada 24 horas depois, e o BDNF, uma proteína importante para os neurónios, foi preservado, ao contrário do que aconteceu na sessão de controlo. Não houve aumento de marcadores inflamatórios.
Os autores sublinham que os resultados são preliminares, que foi testada apenas uma sessão numa amostra pequena e que o método não é uma cura nem substitui outros tratamentos. Os próximos estudos vão testar sessões repetidas com mais voluntários.


