Uma equipa internacional liderada pela Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), no Canadá, e pelo Centro de Investigação do Cancro de Salamanca, em Espanha, descobriu que a cabergolina, um medicamento usado para parar a produção de leite, pode reduzir o risco de cancro da mama depois da gravidez. O estudo foi publicado na revista Cancer Discovery.
Os investigadores analisaram registos de saúde de mais de 150 mil mulheres de Espanha e da Noruega: as que tomaram o medicamento tiveram cerca de 70% menos probabilidade de desenvolver cancro da mama nos anos seguintes. Em ratinhos com mutações de alto risco, uma única dose reduziu os tumores para cerca de metade. O fármaco parece ajudar a mama a completar a «limpeza» natural que acontece depois do fim da amamentação.
Os resultados ainda têm de ser confirmados em pessoas. A equipa já tem financiamento para um ensaio clínico em vários países com mulheres com mutação BRCA1, que receberão cabergolina ou placebo depois de deixarem de amamentar. Como o medicamento já está aprovado no Canadá e na Europa, o caminho até ao uso poderá ser mais rápido.


