Nas margens do rio Lempa, em La Pita, El Salvador, o rio dá alimento e rendimento na época seca, através da pesca e da apanha de caranguejos de mangal. Mas quando chegam as chuvas, o mesmo rio torna-se uma ameaça.
Para enfrentar esse risco, vinte mulheres de seis comunidades de San Vicente foram formadas como pilotas de drones, conta o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas. Do ar, observam a corrente, identificam zonas vulneráveis e avaliam o risco de cheias sem se exporem ao perigo, reforçando os sistemas de alerta precoce.
Antes, seguir o rio obrigava a aproximar-se das margens nos momentos de risco e a medir a água com métodos simples e precários. «O que mais gosto é poder ver toda a minha comunidade sem correr riscos», diz Carolina Lovato, apanhadora de caranguejos.
Jocelyn Cristabel Rosales, de 32 anos e mãe de dois filhos, nunca imaginou pilotar drones. Os filhos dizem-lhe que estão orgulhosos dela, e o próximo objetivo de Jocelyn é partilhar o que aprendeu com outras mulheres.


