Um estudo do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST) analisou a forma como crianças entre os 8 e os 12 anos, com e sem perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA), recontam histórias. Cada criança ouviu duas fábulas de Esopo, uma com e outra sem as vinhetas ilustradas do conto original.
As crianças com PHDA cometeram mais erros de fluência e de linguagem e produziram relatos menos completos e coerentes. No entanto, os apoios visuais reduziram os erros de forma muito mais acentuada neste grupo do que nas restantes crianças, que já tinham bons resultados sem imagens.
Mesmo com as imagens, as diferenças não desapareceram por completo, e cada criança enfrentou dificuldades distintas, pelo que os autores sublinham que nenhuma intervenção serve para todos. Segundo o instituto, a PHDA afeta cerca de 8% das crianças em todo o mundo.
Os investigadores consideram que os resultados podem ajudar educadores, clínicos e cuidadores a identificar cedo dificuldades de comunicação e a criar ambientes de aprendizagem mais favoráveis. O trabalho foi publicado na revista Research on Child and Adolescent Psychopathology.


