O Governo do Ruanda está a estudar um seguro climático para proteger quem trabalha nas minas e pedreiras, anunciou o Ministério das Finanças e Planeamento Económico (MINECOFIN) em setembro de 2026. O setor emprega cerca de 92.000 pessoas, e muitos trabalhadores pagos ao dia perdem o rendimento quando a chuva ou o terreno instável obrigam a parar.
É um seguro paramétrico: em vez de exigir pedidos ou provas de perda, paga um valor fixo automaticamente quando a chuva, medida de forma independente, ultrapassa um limite combinado. Os dados viriam do serviço meteorológico Meteo Rwanda e seriam confirmados com registos de satélite.
Numa primeira fase, o seguro cobriria a longa estação das chuvas, de março a maio. Os trabalhadores inscritos nos locais afetados receberiam pagamentos iguais, de preferência em duas semanas, por dinheiro móvel, banco ou cooperativa de poupança, com valores indicativos de 15.000 a 25.000 francos ruandeses por episódio. Os prémios seriam partilhados entre trabalhadores, empresas mineiras ou cooperativas.
A medida ainda está em avaliação. Antes de ser alargada, está a ser considerado um projeto-piloto supervisionado, possivelmente no ambiente de testes regulatório do Banco Nacional do Ruanda, com o apoio da autoridade de minas do país.


