Uma equipa do Luxembourg Institute of Health (LIH), liderada por Eric Van Dyck, publicou na revista Neuro-Oncology Advances uma revisão sobre novas estratégias contra o glioblastoma. Este é o tumor cerebral primário mais comum e agressivo nos adultos e, apesar da cirurgia, radioterapia e quimioterapia, quase sempre reaparece.
Os investigadores explicam que as células do glioblastoma, por se dividirem muito depressa, sofrem o chamado stress de replicação, em que a maquinaria que copia o ADN falha. Para sobreviverem, dependem de sistemas específicos de reparação do ADN, que também lhes permitem resistir aos tratamentos convencionais.
A revisão sugere que inibidores capazes de bloquear essas enzimas de reparação, combinados com a quimioterapia habitual, poderiam impedir que as células tumorais se recuperassem. Além disso, os danos no ADN não reparados podem gerar sinais de alerta para o sistema imunitário, o que abre caminho à combinação com imunoterapias.
Os autores apresentam estas conclusões como direções promissoras para futuras terapias, uma vez que o trabalho não inclui ainda dados de ensaios clínicos em doentes.


