Investigadores do KTH, o Instituto Real de Tecnologia da Suécia, liderados pelo professor Paul Hudson, construíram e testaram cerca de 15 000 versões geneticamente alteradas da Rubisco, a enzima que fixa o dióxido de carbono na fotossíntese. O estudo foi publicado na revista Science Advances.
A Rubisco tem uma falha conhecida: às vezes reage com o oxigénio em vez do dióxido de carbono, o que desperdiça energia e abranda o crescimento das plantas. Para encontrar melhores versões, a equipa criou uma plataforma que marca cada variante com uma pequena etiqueta de ADN, permitindo seguir milhares ao mesmo tempo numa bactéria fotossintética.
Várias variantes mostraram-se promissoras. As duas melhores reagiram menos com o oxigénio e mantiveram uma boa capacidade de usar o dióxido de carbono, embora com algumas perdas de eficiência. A equipa verificou ainda que mutações benéficas muitas vezes deixam de funcionar quando são combinadas.
O próximo passo é reduzir ainda mais a reação com o oxigénio e perceber que partes da enzima favorecem o dióxido de carbono. Os testes em células de plantas e cianobactérias continuam num projeto financiado pela União Europeia; a aplicação em culturas agrícolas ainda exige muitos ensaios.


