Uma equipa liderada pelo físico Madhab Neupane, da Universidade da Florida Central (UCF), nos Estados Unidos, encontrou provas experimentais de altermagnetismo, uma forma de magnetismo reconhecida há pouco tempo, num material em camadas chamado Co1/4TaSe2. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.
O altermagnetismo junta vantagens de dois tipos de magnetismo já conhecidos: tal como nos antiferromagnetos, não cria campos magnéticos parasitas que interferem com os componentes vizinhos, mas, ao contrário destes, consegue gerar e detetar correntes de spin, uma propriedade dos eletrões que pode servir para transportar informação.
Para o confirmar, os investigadores mediram a energia e o movimento dos eletrões com técnicas de espectroscopia de alta resolução, incluindo uma sensível ao spin, e encontraram as assinaturas esperadas. O material é formado por folhas muito finas, fáceis de separar e combinar, o que o torna interessante para dispositivos ultrafinos.
A descoberta pode ajudar a desenvolver a spintrónica, memórias ultrarrápidas e eletrónica que gasta menos energia. Os autores lembram que ainda há muitas perguntas por responder sobre este tipo de magnetismo, mas o novo material oferece uma plataforma fácil de modificar para as estudar.


