Uma equipa internacional, que inclui o geólogo Andrey Bekker, da Universidade da Califórnia em Riverside, encontrou pistas sobre a forma como a Terra conseguiu manter oxigénio suficiente na atmosfera depois do Grande Evento de Oxidação, há cerca de 2,3 mil milhões de anos. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.
Ao analisar rochas antigas da África do Sul com uma nova técnica, os cientistas separaram o fósforo que estava disponível para os seres vivos daquele que ficava preso nos minerais. Os resultados apontam para um ciclo que se reforçava a si próprio: com mais oxigénio, a água do mar ganhou sulfato, que certos micróbios usavam para decompor matéria orgânica, libertando fósforo.
Com mais fósforo disponível, a vida marinha tornou-se mais produtiva e mais carbono orgânico ficou enterrado nos sedimentos. Como a decomposição desse carbono consome oxigénio, enterrá-lo ajudou o oxigénio a continuar a acumular-se na atmosfera.
Os investigadores consideram que compreender estas ligações entre oxigénio, nutrientes e vida pode ajudar a antecipar o futuro dos oceanos atuais e a procurar sinais de vida noutros planetas com oceanos.


