Investigadores da Universidade de Witwatersrand (Wits), em Joanesburgo, desenvolveram um «cérebro alimentado por luz» capaz de reconhecer informação escondida em padrões complexos de luz. O trabalho, publicado na revista Nature Communications, junta conhecimentos de inteligência artificial e de física e poderá contribuir para sistemas de comunicação mais rápidos.
A luz pode transportar informação na forma como está estruturada. O sistema faz passar a luz por camadas especialmente concebidas até aos detetores, e o ponto onde ela incide revela a informação que transporta, sem necessidade de uma imagem detalhada nem de processamento intensivo.
Depois de treinado com apenas 15 exemplos, o sistema reconheceu 81 estruturas de luz da família estudada, incluindo padrões que nunca tinha visto, e continuou a funcionar quando foi introduzido ruído no detetor. A investigação, realizada no Laboratório de Luz Estruturada da Wits, foi concebida e supervisionada por Isaac Nape e Andrew Forbes e liderada pelo estudante de mestrado Hadrian Bezuidenhout.
Os autores admitem que a abordagem possa ser aplicada a tecnologias quânticas, em particular à medição de partículas individuais de luz.


