Uma equipa do Centro de Ciência e Tecnologia Energética do Skoltech, liderada por Aleksandra Boldyreva e em colaboração com a INSCAN, desenvolveu um revestimento fino de polímero que prolonga a vida útil das células solares flexíveis de perovskite. Os resultados foram publicados na revista científica Applied Physics Letters.
As células com revestimento conservaram cerca de 98% da sua eficiência ao fim de 10 mil horas, mais de um ano de funcionamento, o que corresponde a uma perda de apenas 2%. Em contraste, as células sem proteção deixaram de funcionar após 600 horas, cerca de 25 dias, sobretudo devido à humidade, ao ar e à radiação ultravioleta.
A equipa testou várias versões de parileno. O parileno-N, composto apenas por carbono e hidrogénio, teve o melhor desempenho global, enquanto o parileno-F resistiu bem aos raios UV mas protegeu pouco contra a humidade, e o parileno-C travou a humidade mas deixou passar iões de prata que perturbam a recolha de corrente.
As células de perovskite podem converter a luz solar com uma eficiência até 27%. Os investigadores planeiam novos testes a 85% de humidade relativa e 85 °C, e sugerem que o revestimento pode ser adaptado a cada aplicação, incluindo eventuais usos no espaço.


