Uma equipa da Universidade de Lund, na Suécia, estudou o noitibó-europeu, uma ave noturna e migratória que viaja todos os anos entre a Europa e o sul de África. Num túnel de vento, os investigadores observaram as aves a voar a diferentes velocidades e mediram o fluxo de ar que deixam para trás.
Os resultados indicam que as pontas largas das asas ajudam o noitibó a voar devagar e a manobrar enquanto caça insetos, mas tornam a sustentação menos eficiente a velocidades mais altas. A equipa verificou ainda que as aves geram impulso no movimento ascendente da asa, um comportamento até agora associado sobretudo a morcegos e insetos.
Para os autores, as asas desta espécie são um compromisso entre a migração de longa distância, a procura de alimento, o voo lento e a capacidade de manobra. O investigador Christoffer Johansson quer agora perceber quão comum é este tipo de produção de força noutras aves e animais voadores, e admite que as conclusões possam inspirar o desenho de drones e aeronaves de asas batentes.
O estudo foi publicado na revista científica PLOS Biology.


