Uma equipa liderada pela Universidade de Tóquio desenvolveu uma cápsula compacta equipada com uma pequena escova extensível, capaz de recolher amostras do intestino delgado. As cápsulas endoscópicas comerciais servem sobretudo para captar imagens e não recolhem amostras de forma rotineira, e o intestino delgado é difícil de explorar por ser longo e estreito.
A cápsula contém uma escova flexível, um mecanismo de parafuso e ímanes. Em testes de laboratório com intestinos de porco extraídos, dois braços robóticos com ímanes externos controlaram-na sem contacto: um mantinha a cápsula estável junto à zona alvo, enquanto o outro rodava o parafuso interno para estender a escova, recolher a amostra e recolhê-la de novo.
As amostras obtidas mostraram-se adequadas para sequenciação do gene 16S rRNA, um método muito usado na análise do microbioma. O trabalho, conduzido pelo investigador de pós-doutoramento Yuguo Dai, foi publicado na revista Device.
O projeto ainda está numa fase inicial: a cápsula terá de ficar mais pequena, o controlo magnético precisa de funcionar a maior distância para ser usado no corpo humano e as amostras terão de ser protegidas. Se for validado clinicamente, o dispositivo poderá complementar os exames endoscópicos existentes e oferecer uma alternativa mais confortável.


