Uma equipa liderada por Hiroyuki Imachi e Masaru K. Nobu, da agência japonesa de ciência marinha JAMSTEC, com Satoshi Nakagawa, da Faculdade de Agricultura da Universidade de Quioto, conseguiu pela primeira vez isolar e cultivar duas estirpes de Heimdallarchaeia. Estas arqueias são consideradas dos parentes conhecidos mais próximos dos eucariotas, o grupo que inclui as células de animais, plantas e fungos. O estudo foi publicado na revista Nature.
As duas estirpes não têm núcleo nem outros organelos rodeados por membrana. À superfície têm vários prolongamentos longos e ramificados que lhes permitem prender-se a outros micróbios e formar parcerias. Ambas vivem sem oxigénio, mas uma consegue crescer com pequenas quantidades dele se houver bactérias que o consumam por perto.
Os resultados sugerem que o antepassado dos eucariotas era simples por dentro e que a parceria através da superfície pode ter surgido antes da complexidade interna das células, talvez num ambiente pobre em oxigénio. Os investigadores vão agora estudar a estrutura destas células e as suas interações com outros micróbios.


