A Fundação Champalimaud, em Lisboa, vai liderar o desenvolvimento tecnológico do ResPECT, um projeto europeu que pretende criar um assistente virtual baseado em inteligência artificial generativa para apoiar doentes e profissionais de saúde. O projeto é financiado pelo programa Horizonte Europa com 15,8 milhões de euros e terá a duração de quatro anos.
A iniciativa junta 22 parceiros e é coordenada pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha. O assistente será multilingue e terá duas vertentes: uma médica, que cruza as experiências relatadas pelos doentes com a informação clínica e as orientações terapêuticas, e outra dirigida a decisores políticos, que agrega dados para identificar necessidades por satisfazer e falhas nos cuidados.
O trabalho vai centrar-se no cancro da mama em fase inicial e na depressão moderada a grave. O assistente médico será testado num ensaio clínico multicêntrico, aleatorizado e controlado, com avaliação em oito países europeus.
Segundo o coordenador André Pfob, da Universidade de Heidelberg e do respetivo hospital universitário, o objetivo é converter a experiência vivida pelos doentes em informação concreta capaz de melhorar os cuidados e tornar os sistemas de saúde europeus mais inteligentes.


