Pastagens degradadas podem tornar-se reservatórios de carbono quando são bem geridas, mostra um estudo de longo prazo da Embrapa Instrumentação, com apoio da FAPESP, realizado no interior do estado de São Paulo, no Brasil.
Com «intensificação moderada» — correção da acidez do solo, adubação e um número equilibrado de animais — o carbono no primeiro metro de solo subiu de 102 para 162 toneladas por hectare entre 2011 e 2020, cerca de mais 2 toneladas por hectare por ano do que na pastagem degradada.
Já a intensificação forte, com rega e muito azoto, não trouxe ganhos significativos: ficou em 111 toneladas por hectare. A pastagem bem gerida tinha também mais carbono ligado aos minerais do solo, a forma mais estável.
O projeto estima que o Brasil tem cerca de 50 milhões de hectares de pastagens degradadas que podem ser recuperadas. Os resultados foram publicados nas revistas Geoderma e Soil & Tillage Research.


