Vários governos lançaram a 23 de setembro de 2026, em Nova Iorque, durante a Assembleia Geral da ONU e a Semana do Clima, os «Amigos da Emenda de Kigali», uma coligação voluntária liderada pelo Ruanda, anunciou o Ministério do Ambiente ruandês. O objetivo é acelerar a aplicação da emenda e alargar o acesso a sistemas de arrefecimento sustentáveis.
A Emenda de Kigali, aprovada na capital ruandesa em 2016 como parte do Protocolo de Montreal, prevê a redução mundial dos hidrofluorocarbonetos (HFC), gases com forte efeito de estufa usados em frigoríficos e ar condicionado. Pode evitar até 0,5 °C de aquecimento global até 2100. Em agosto de 2026, já tinha sido ratificada por 174 das 198 partes do protocolo.
O Ruanda, o Brasil e o Reino Unido apresentaram uma declaração com quatro prioridades: aplicar bem a emenda, promover arrefecimento eficiente, reforçar financiamento e tecnologia e renovar parcerias com a indústria. Várias fundações, entre elas a Sequoia Climate Foundation, anunciaram uma estratégia comum e uma meta de 100 milhões de dólares. O número de aparelhos de ar condicionado no mundo deverá passar de 1,6 mil milhões em 2018 para 5,6 mil milhões em 2050.
A coligação volta a reunir-se em Kigali em novembro, durante a 38.ª Reunião das Partes do Protocolo de Montreal, que o Ruanda vai acolher.


