Um estudo coordenado pelo ISPRA, o instituto público italiano de proteção e investigação ambiental, trouxe novas pistas sobre o peixe-lua (Mola mola) no Mediterrâneo, uma espécie grande e espalhada, mas ainda pouco conhecida. O trabalho, com 27 autores, foi publicado na revista Marine Environmental Research e divulgado pelo ISPRA em outubro de 2026.
A equipa juntou três fontes: uma revisão do que já se sabia, 1.583 avistamentos feitos entre 2009 e 2022 a partir de ferries em rotas fixas no Mediterrâneo ocidental e no Adriático, e amostras de ADN ambiental recolhidas entre 2022 e 2024, que detetam a espécie pelos vestígios genéticos deixados na água.
Os peixes-lua foram encontrados com mais frequência no noroeste do Mediterrâneo, sobretudo na bacia lígure-provençal, com mais presenças na primavera e em águas mais frescas. O ADN ambiental confirmou as observações e detetou a espécie também de noite, muitas vezes junto de peixes-lanterna, uma das suas presas, e de alforrecas.
Os autores concluem que os dois métodos se completam e que o conhecimento sobre a espécie no Mediterrâneo continua limitado. O estudo deverá ajudar a perceber como a distribuição do peixe-lua pode mudar com as alterações em curso no mar.


