Investigadores do CONICET no Instituto de Estudos Imunológicos e Fisiopatológicos (CONICET-UNLP), Rodrigo Papa Gobbi e Pablo Stringa, contribuíram para uma nova técnica de transplante desenvolvida com uma equipa médica do Hospital La Paz, em Madrid. Junto com o órgão, o recetor recebe células precursoras da medula óssea do dador, que ajudam os dois sistemas imunitários a conviver.
Em 2020 a técnica foi usada em duas doentes que já tinham rejeitado transplantes anteriores: uma mulher de 49 anos que recebeu um rim e uma jovem de 15 anos que recebeu um transplante multivisceral. Quase seis anos depois, ambas têm os órgãos a funcionar, sem sinais de rejeição, com imunossupressão mínima e uma vida normal.
Os resultados foram publicados na revista Communications Medicine. Já começou um ensaio clínico de fase 1, com mais dois doentes tratados sem efeitos adversos, e o objetivo é levar a técnica a outros centros em Espanha e na Argentina.


