O Hospital de Amor, em Barretos, no estado de São Paulo, criou uma base de dados que combina informação genética, epidemiológica e de estilo de vida para prever o risco de cancro na população brasileira. Já reúne 4062 participantes e quase 40 mil amostras de sangue, e o objetivo é chegar a pelo menos 8 mil pessoas nos próximos dois anos.
Os primeiros tumores estudados são os da mama, colorretal e do colo do útero. A principal ferramenta em desenvolvimento é uma pontuação de risco poligénico, que estima a predisposição herdada combinando o efeito de muitas pequenas variantes genéticas.
O coordenador, Rui Manuel Reis, lembra que mais de 90% dos participantes dos grandes estudos genómicos têm ascendência europeia, por isso estas ferramentas precisam de ser validadas na população brasileira. O biorrepositório foi descrito na revista iScience e ainda não está pronto para uso no SUS.


