Uma equipa do Instituto de Micro e Nanotecnologia do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), em Espanha, desenvolveu um material capaz de arrefecer superfícies sem consumir eletricidade. O trabalho, liderado pelo grupo FINDER e publicado na revista Nanophotonics, insere-se no projeto COOLed, coordenado pela investigadora Cristina Vicente.
O material recorre ao arrefecimento radiativo passivo: reflete em média 82,4% da radiação solar e emite 96,7% do calor numa faixa de infravermelhos que permite que este escape para o espaço. É feito de um polímero conhecido como PVDF, introduzido em moldes nanoporosos de óxido de alumínio, e resiste aos raios ultravioleta e repele a água, o que lhe dá um efeito autolimpante.
Em testes realizados num telhado em Tres Cantos, Madrid, a superfície tratada manteve-se até 12,9 °C mais fresca do que uma amostra sem revestimento nos dias mais quentes e soalheiros. Pode vir a ser usado em fachadas, telhados, aparelhos eletrónicos, veículos e sistemas de arrefecimento pessoal.
Numa altura em que a refrigeração representa quase 20% do consumo mundial de eletricidade, os investigadores sublinham que a tecnologia ainda está em desenvolvimento, mas que o fabrico é relativamente barato e compatível com processos industriais existentes.


