Cleiton Michaque, estudante do primeiro ano de Engenharia Eletrónica na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, está a desenvolver um drone para entregar medicamentos e pequenas encomendas em zonas remotas ou afetadas por cheias. A ideia surgiu ao ver motociclistas a levar medicamentos a comunidades isoladas da província de Maputo, onde rios e estradas degradadas dificultam o transporte.
O drone voa de forma autónoma com GPS, numa rota pré-programada, entrega a carga e regressa ao ponto de partida. Consegue transportar cerca de três quilos, embora os testes estejam limitados a dois por segurança, e voa entre 30 e 45 minutos. O objetivo é chegar aos 200 quilómetros de alcance, mas por agora os voos experimentais rondam os dois quilómetros.
O jovem começou a construir drones em 2019, ainda adolescente, e já fez 14 aparelhos para filmagem, mapeamento, corridas e transporte. Através do seu Centro de Criação e Controlo, formou 17 jovens em pilotagem, programação e montagem de drones.
Empresas públicas e privadas já mostraram interesse no projeto, e Cleiton está a preparar uma start-up de fabrico, manutenção, venda e formação. Pensa também em prosseguir os estudos com uma bolsa, preferencialmente em Portugal, por causa da língua.


