Em vez de exigir que as pessoas sem-abrigo resolvam primeiro os seus problemas, o modelo «Housing First» («casa primeiro») dá-lhes logo uma casa estável, com apoio intensivo. Os resultados em Inglaterra estão a convencer.
Nos projetos-piloto lançados em 2018 em Manchester, Liverpool e West Midlands, que apoiaram mais de mil pessoas, 92% dos participantes acompanhados continuavam em alojamento permanente ao fim de 12 meses. A solidão caiu de 35% para 16%, e a inscrição num médico de família subiu de 60% para 92%.
Em Londres, o programa Solo Homes, da associação The Connection, colocou em casas oito pessoas que viviam há muito tempo na rua, e todas mantiveram a casa até agora. Em agosto, o governo anunciou um programa de 442 milhões de libras para combater o problema.



